Isso é, se é que pode-se dizer que acabou de verdade. Eu ainda estou aqui, pensando nisso, escrevendo, e nimguém sabe o que pode acontecer se você ler. Tudo é relativo, nada é absoluto. Uau, física quântica num relacionamento. Isso aqui está ficando cada vez mais absurdo. Absurdo como o fim que teve, que tivemos, não é? Ainda lembro de você me acusando de te tratar como se fosse meu brinquedo, meu bichinho de estimação. Exagero, no mínimo. Dizendo que não me suportava mais, apesar de ser sempre você a me procurar, a dar o seu jeito de reatar, sempre orgulhosa, fingindo de nada, evitando aquele fatídico pedido de desculpas.
E assim foi o fim baseado nessas e outras ações, dignas de um louco. Coisa da qual você frequentemente me acusava, também. Loucura. Não nego, não sou hipócrita. Faz parte da minha personalidade, e talvez com o contato, tenha se tornado parte da sua também. Como também a mania de dizer "enfim" entre as frases. Eu me refletindo em você. Ora um leigo definiria isso como uma demonstração de amor. Por falar nisso, lembro agora de quando você dizia que seu tempo se dividia entre as horas em que me ama e as horas que me odeia. Que tal me mandar então sua programação semanal, para na próxima hora de amor mais disponível conversar?
